A Lei da Aflição Premiada: por que ocorrem tantos males às pessoas boas?

Por que ocorrem tantos males às pessoas boas? Qual a razão de cristãos fieis passam por tantas dificuldades?

Por que Paulo sofreu tanto? Qual o motivo de João Batista ter enfrentado tantos problemas mesmo sendo fiel a Deus? Por que Moises, José, Jacó, Noé, Jó e tantos outros tiveram que passar por aflições inimagináveis?

Existe uma lei, pouco conhecida, que apresenta uma explicação a esse fato. Essa lei se chama: Lei da Aflição Premiada.

Caso prefira, saiba que existe uma versão em vídeo no Youtube deste artigo.

O grau de nossas aflições tende a acompanhar a nosso potencial

O livro de Jó começa com retrato de alguém que beirava o grau máximo de desenvolvimento pessoal que um homem poderia ter:

Na terra de Uz vivia um homem chamado Jó. Era homem íntegro e justo; temia a Deus e evitava o mal.

Jó 1:1

Este integro homem tinha uma família admirável. Além disso, era extremamente rico – para ser preciso, era o mais rico do oriente, conforme Jó 1:3.

Jó se desenvolveu tanto que o próprio Deus afirmou:

Não há ninguém na terra como [Jó], irrepreensível, íntegro, homem que teme a Deus e evita o mal.

Jó 1:8

Perceba o grau de progresso que Jó teve.

Agora, note outro ponto. Note o que eu afirmei anteriormente: O grau de nossas aflições tende a acompanhar o nosso potencial. Logo, com mais progresso, a tendência é que os obstáculos de Jó também subissem de nível. E foi o que aconteceu.

Jó perdeu seus bois, jumentos, ovelhas e camelos. Além disso, a maioria de seus funcionários foram assinados em assaltos sucessivos. Para piorar, seus filhos também morreram devido ao desabamento da casa onde estavam.

Diante de tamanha tragédia, é praticamente impossível não questionar: por que alguém íntegro, justo, temente a Deus e que se afasta do mal passa por algum assim?

Neste ponto, faço das palavras do Apostolo Paulo, as minhas:

[…] também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu.

Romanos 5:3-5

As aflições favorecem o progresso

Ao ouvirem o nome de José no Egito, muitos logo lembraram que ele interpretou os sonhos de Faraó que ninguém conseguiu interpretar, se tornou governador do Egito estando abaixo apenas de Faraó, e fez a nação prosperar grandemente mesmo num tempo de escassez.

Mas, poucos lembraram que antes de ser governador, antes de ser esse administrador sem igual, José foi vendido como escravo, foi inocentemente acusado e inocentemente preso.

No início de sua caminhada José sonhou com coisas grandes. Porém, antes de alcançar tais coisas, muitas aflições foram necessárias.

Aqui está um fato extremamente relevante: geralmente, aflições são necessárias para o progresso.

Olhe para todos os heróis da fé. Todos, absolutamente todos, passaram por aflições antes de terem sucesso!

  • Noé foi zombado durante a difícil tarefa de construção da Arca;
  • Abraão teve que deixar sua parentela, partir para uma terra distante e seguir a ordem divina de matar seu filho Isaque, o que não aconteceu graças à intervenção divina.
  • E o que falar Paulo que deixou de ser perseguidor de cristãos para ser o cristão perseguido?

Sim, eu poderia passar horas citando os exemplos bíblicos de sucesso que foram precedidos por aflições, mas acredito que você já tenha entendido a ideia. A ideia de que as aflições favorecem o progresso.

Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus

Refletindo sobre a vida, percebo: meus períodos de maior progresso coincidiram com minhas maiores lutas. Foi assim para passar no vestibular, no trabalho, nos negócios, na igreja, na vida espiritual, familiar e em tudo.

Ouso afirmar que o mesmo aconteceu com você. Que os períodos que você mais evoluiu como pessoa foram os períodos que mais enfrentou dificuldades.

Dizem que a ficção imita a realidade, e a realidade imita a ficção. Então, olhemos agora brevemente para a ficção.

Lembre-se dos grandes heróis do cinema. Muitos são corajosos, fortes, destemidos e capazes de enfrentar vilões inimagináveis.

Mas, perceba que, para chegarem ao topo e serem reconhecidos como tais, quase todos passaram por grandes tragédias. A perda de familiares, a solidão, o medo, acusações, entre tantas outras.

Algo similar acontece conosco, o caminho de grandes conquistas passa por grandes aflições.

É… Eu sei que aflições não é uma boa palavra para se ouvir, mas, espere aí, tenha bom animo. Está não é uma mensagem de exaltação a dor e sofrimento. Pelo contrário! Por isso, agora eu te apresento A lei da aflição Premiada.

A lei da aflição Premiada

No livro Sociedade com Deus, os autores William Douglas e Rubens Teixeira dizem: Sem uma boa dose [de aflição] raramente alguém consegue grandes conquistas.

Semelhantemente, muitos atletas dizem: “No pain, no gain”, em bom português: “Sem dor, sem ganho”.

Agora, pense comigo…

Não existe aprovação sem prova. Não existe vitória sem luta. Logo, geralmente, não existe prêmio, sem aflição.

Trazendo para o dia a dia, perceba que o mercado de trabalho, em muitas vezes, é assim: precisamos de pressões para sermos profissionais melhores. Um bom exemplo disso, pode ser visto na vida de Jacó.

O exemplo da Aflição Premiada de Jacó

Jacó foi um empregado injustiçado e explorado por seu sogro, Labão.

Com a promessa de receber em casamento Raquel, filha de Labão, se comprometeu a trabalhar 7 anos para seu futuro sogro.

Ao final desses anos de trabalho, ao invés de Raquel, Jacó recebeu Lia, a outra filha de Labão. Assim, teve que trabalhar mais 7 anos para só então se casar com Raquel.

Essa história nos lembra a importância de documentar bem os acordos feitos. Se Jacó tivesse tido tal cuidado, certamente, não teria sido enganado.

Por outro lado, também não podemos negar que no passado Jacó também tinha enganado seu irmão Esau e seu pai Isaque. Como dizem, o feitiço pode virar contra o feiticeiro. Quem engana, um dia será enganado.

Mas, independentemente disso, Jacó progrediu muito em sua aflição profissional. Após os 14 anos de trabalhos realizados como dote pelo casamento com as filhas, Jacó trabalhou mais 6 anos com Labão, agora num regime de parceria.

Jacó era um profissional tão bom que seu sogro parou de trabalhar e deixou os negócios sob a administração do genro. Porém, a aflição profissional de Jacó ainda permanecia chegando ao ponto de dizer a Lia e Raquel o seguinte:

Vocês sabem que trabalhei para seu pai com todo o empenho, mas ele tem me feito de tolo, mudando o meu salário dez vezes. Contudo, Deus não permitiu que ele me prejudicasse.

Gênesis 31:6-7

Sinceramente, consigo ver um grande paralelo neste versículo com o versículo de Romanos 8:28: Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.

Por mais que aflição profissional de Jacó fosse grande, ele soube usá-la para o seu bem, para o seu progresso. Ele trabalhava de forma tão diligente que se tornou mais próspero que o próprio Labão.

Diante de sua prosperidade, e de sua relação trabalhista problemática, Jacó resolve partir com Lia e Raquel.

Sua aflição foi premiada!

A Lei da Aflição Premiada

Ressalva:

Você não deve se conformar com situações trabalhistas exploratórias. Todavia, você deve usa as aflições para o seu bem, para o seu progresso e evolução profissional, financeira, emocional e (obviamente) espiritual.

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Forte abraço, fique na paz do Senhor e até a próxima.

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