Aqui você conhecerá as 3 lições financeiras de João Batista.
Batista foi o precursor de Cristo, foi a “voz que clamava no deserto”, pregou sobre arrependimento e preparou o caminho para o Messias. Porém, sua mensagem não se limitava ao âmbito estritamente espiritual. João também trouxe orientações (éticas e práticas) que alcançam a esfera da vida social, econômica e financeira. Em suas pregações encontramos conselhos diretos e práticos sobre como lidar com bens materiais e com o dinheiro. Tais palavras atravessaram séculos, permanecem atuais e agora chegaram até você.
Vem comigo e conheça as 3 Lições de João Batista e suas aplicações práticas para cristãos – trabalhadores e empreendedores. Esses ensinamentos serão uteis para você que deseja ter uma vida financeira saudável, longe das dívidas e mais prospera. Me acompanhe e você entenderá o que estou dizendo.
Observação: caso prefira, saiba que existe uma versão em vídeo deste conteúdo no YouTube.
O Contexto da Pregação de João Batista

Para melhor entender a pregação financeira de João Batista, vale lembrar do contexto em que ele viveu. João surge em um momento de crise política, espiritual e social em Israel. O povo vivia sob o domínio romano, sofrendo com tributos pesados, corrupção dos coletores de impostos e desigualdades gritantes. Além disso, a religião institucional havia se tornado formalista e distante da prática da justiça.
O profeta João pregava no deserto sobre o batismo de arrependimento para o perdão dos pecados (Lucas 3:3). Ele trazia a mensagem de que era necessário dar frutos que mostrem o arrependimento (Lucas 3:8).
Muitos iam ao deserto ouvir as pregações de João. Alertados sobre a necessidade de um arrependimento que resultasse em atitudes práticas, eles questionavam: O que devemos fazer então (Lucas 3:10)?
Veja agora o que João respondeu a cada grupo, depois, irei detalhar qual é aplicação prática para nós hoje.
- Aos coletores de impostos, João respondeu: “Não cobrem nada além do que lhes foi estipulado”.
- Aos soldados, ele falou: “Não pratiquem extorsão nem acusem ninguém falsamente; contentem-se com o seu salário”.
- E ao povo (de modo geral), o profeta disse: “Quem tem duas túnicas dê uma a quem não tem nenhuma; quem tem comida, faça o mesmo” (Lucas 3:11).
Por traz dessas respostas, existem lições financeiras valiosas e atemporais. Continue comigo e conheça as 3 lições financeiras de João Batista.
1° lição de João Batista: Simplicidade
[Ao povo de modo geral] João respondeu: “Quem tem duas túnicas reparta-as com quem não tem nenhuma; e quem tem comida faça o mesmo”.
Lucas 3:11
Viver de modo simples é uma postura ousada diante do contexto atual. A simplicidade é não ficar buscando ter mais do que se necessita, e não gastar mais do que se tem. É uma resposta individual a um problema global. Uma vida simples consiste em ter o suficiente, suprindo as necessidades próprias e odiando o desperdício, a avareza e o excesso.
Quando você vive de forma extravagante, consumindo e acumulando muito, você corre o risco de se apegar aquilo que é passageiro. Se seu coração está no material, que a traça e a ferrugem consomem, seu coração não estará no Eterno. Sem
A verdade é que até mesmo o mundo secular está estafado dessa cultura de consumo desenfreada. Tanto que surgiu recentemente o conceito de minimalismo pregando a ideia de simplificar a vida, eliminando os excessos. A verdade é que a Jesus já recomendou uma vida simples para seus fiéis, cabe a nós, seguir ou não a recomendação do Mestre.
2° lição de João Batista: Retidão
[Aos publicanos] Ele respondeu: “Não cobrem nada além do que lhes foi estipulado”.
Lucas 3:13
Para João, os coletores deveriam ser íntegros e cuidar com mordomia dos recursos que lhes eram confiados. Observe que João não os exortou a dar abundantemente, como Zaqueu fez, ou a deixar tudo para trás, como os apóstolos fizeram. Batista aconselhou que fossem corretos com os recursos e não abusassem do povo.
Outro ponto importante, “a voz que clama no deserto” não condenou o lucro dos coletores. Ele não disse que eles deveriam deixar o ganho de lado, ou deixar de trabalhar na cobrança de impostos! Não foi este o conselho! O conselho foi: trabalhe com retidão, administre o dinheiro com retidão, sem cobrar nada além do estipulado.
Este é um conselho extremamente valido para muitos trabalhadores hoje. Existem diversos profissionais que não agem com retidão e que cobram além do estipulando. Olha, se foi estipulado que você iria receber determinando salário para trabalhar em determinando horário, e você não trabalha nesse horário – se você fica procrastinando, enrolando e fingindo que está trabalhando – você está cobrando além do que foi estipulado! Ora, o estipulado era lhe pagar pelo seu serviço, não pela sua enrolação.
O mesmo para os empregadores. Se o patrão não paga (religiosamente) o que foi combinando, se não dá as condições prometidas aos funcionários, se exige horas de trabalho além do que foi acordado: ele também está cobrando além do que foi estipulado, exatamente como João Batista desaconselhou.
3° lição financeira de João Batista: Mordomia
[Aos soldados] João respondeu: “Não pratiquem extorsão nem acusem ninguém falsamente; contentem-se com o seu salário”.
Lucas 3:14
Dificilmente eu encontro alguém contente com o seu salário. Todos alegam que não recebem o suficiente e que o dinheiro acaba antes do fim do mês. Bem, isso já aconteceu comigo. Eu também vivia apertado. Mesmo recebendo alguns aumentos, eu continuava com a corda no pescoço todo final de mês e descontente com meu salário.
Essa realidade começou a mudar quando conheci o que a Bíblia dizia sobre como administrar o dinheiro de forma correta. Foi a partir da aplicação desse conhecimento que eu comecei a administrar minha renda de modo a consegui realizar meus sonhos sem viver endividado. Isso é boa mordomia!
Na Bíblia, mordomia significa ser um administrador dos bens materiais e imateriais que Deus confiou a você. É preciso ter ciência de que todas as riquezas vêm de Deus, e que tudo que temos pertence a ele. A partir deste entendimento, você deve se esforçar para cuidar com zelo e sabedoria dos bens que passam por suas mãos.
Note que os recursos são um empréstimo de Deus. O dinheiro é dele, não nosso. Desse modo, é importante cuidar com mordomia dos recursos emprestados pelo Eterno, e a boa mordomia tem três principais elementos:
Primeiro elemento da mordomia cristã: Sustentar a si mesmo e sua família
Quem não sustenta a si mesmo, se torna peso para os outros, consequentemente, não poderá sequer repartir com ninguém. Nessa linha, Paulo afirmou que trabalhava noite e dia para não ser “pesado” para ninguém em Tessalônica. Como se não bastasse, ele ainda aconselhou: Esforcem-se para ter uma vida tranquila, cuidar dos seus próprios negócios e trabalhar com as próprias mãos, como nós os instruímos; a fim de que andem decentemente aos olhos dos que são de fora e não dependam de ninguém (1 Tessalonicenses 4:11-12).
Para cuidar bem de si e de sua família, você precisa encontrar contentamento em sua renda, para tal, é necessário administrá-la bem. Então, dê valor aos bens que o Senhor confia a você. Não viva cheio de gastos fúteis. Não viva de festas, bebedeiras e extravagâncias. Seja equilibrado! O Sal é bom na medida certa, nem muito, nem pouco. Evite ter um estilo de vida extravagante e não trabalhe de forma exagerada.
E caso você queira uma planilha de orçamento para lhe ajudar a melhorar sua administração, você pode baixar a Planilha de Orçamento do Vamos Prosperar.
Segundo elemento da mordomia cristã: Poupar
A boa mordomia bíblica afirma que devemos armazenar para o futuro. Como afirma Provérbios 21:20: Na casa do sábio há comida e azeite armazenados, mas o tolo devora tudo o que pode. E tal como fez José no Egito, que estocou trigo durante os sete anos de fartura e salvou a muitos da fome dos sete anos de escassez.
Existem gastos e situações na vida que não podem ser supridas (de forma sustentável) sem dinheiro poupado. Você não compra um carro, ou não deveria comprar, sem ter algum dinheiro poupado. Isso vale para uma casa, para um celular e determinados eletrodomésticos.
Também vale dizer que, se você não poupar nada, terá grandes problemas quando qualquer imprevisto acontecer: seja um desemprego, uma doença, um conserto no veículo, ou uma reforma emergencial em sua casa.
É por isso que João não recriminou o lucro dos coletores de impostos. O profeta não disse que eles deveriam deixar de ter lucro! Não mesmo! O que ele falou foi para que não cobrem além do que fosse devido.
Você precisa ter lucro, ter uma renda que permita sobra, para que assim você possa poupar e sustentar usa família, hoje amanhã e sempre.
Observação: caso seja do seu interesse, confira o artigo 7 motivos para poupar dinheiro.
Terceiro elemento da mordomia cristã: Repartir, a fim de minimizar as necessidades do próximo.
A boa mordomia bíblica pregada por João exige o repartir: Quem tem duas túnicas dê uma a quem não tem nenhuma; quem tem comida, faça o mesmo.
Se não há repartir, não há cuidado. Não é dar por obrigação, ou para não ter sentimento de culpa, ou para se livrar de um pedinte. A ideia é ajudar o que necessita, não apenas dar.
As 3 Lições de João Batista: Conclusão
Essas são 3 lições financeiras de João Batista:
- Viva de modo simples
- Seja reto nas finanças
- Tenha boa mordomia
A partir dessas três instruções, encontramos aplicações financeiras Práticas para nosso dia a dia.
Para trabalhadores,
- Praticar a doação regular, ajudando quem precisa.
- Controlar gastos para evitar desperdício.
- Viver com simplicidade e gratidão.
Para empregadores,
- Estabelecer preços justos, sem exploração
- Tratar funcionários com dignidade, oferecendo condições justas
- Ser transparente em impostos e contratos
Os ensinamentos financeiros de João Batista são simples, mas profundamente desafiadores. Em poucas palavras, ele nos mostra que a fé verdadeira se manifesta em compartilhar o que temos, agir com justiça e viver com contentamento. Se aplicados hoje, tais princípios podem transformar não apenas a vida individual, mas também o ambiente de negócios e até a economia de comunidades inteiras.
Forte abraço e fique na paz de Cristo.
